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Turismo em Caçador

O principal acervo da Guerra do Contestado está em Caçador, no Museu do Contestado, que foi construído nos padrões da antiga estação ferroviária Rio Caçador (destruída pelo fogo em 1930) e é administrado pela Universidade do Contestado.

     Patrimônio Histórico: A cidade tem vários monumentos e lugares históricos, muitos alusivos à Guerra do Contestado. Visite a Fonte São João Maria, o Monumento à Madeira – um tronco de imbuia com cerca de mil anos –, o Sítio Arqueológico do Rio Caçador, a Chaminé e a Estação Ferroviária Presidente Pena. Vale conhecer também o Cemitério dos Corrêa e as várias pontes históricas, como a Ponte em Arco, a Ponte de Ferro e a réplica da Ponte Coberta - a original, feita em 1924 com pequenas tábuas de imbuia, foi arrastada por uma enchente em 1983.

     Natureza: A 6 km do centro de Caçador está o mais importante santuário ecológico da região, onde são preservadas milhares de araucárias, imbuias, cedros e outras árvores centenárias. Visite também a Floresta Nacional de Caçador, uma das principais áreas de reflorestamento da cidade, onde milhões de pinheiros brasileiros e pinus crescem aos cuidados do IBAMA.

     Infra-estrutura turística: Caçador é a maior cidade do meio-oeste catarinense e a que tem melhor infra-estrutura para o turismo, inclusive de grandes eventos. É a sede da Universidade do Contestado e conta com espaços para apresentações culturais, cinemas, shoppings, comércio diversificado e bons serviços.

Pontos turísticos
Ponte de Madeira Antonio Bortolon: edificada em 1924, foi destruída pela enchente de 1983 e reconstruída, mantendo-se o estilo da ponte primitiva, hoje, um marco urbanístico e histórico do Município.

Museu Histórico e Antropológico do Contestado: edificação que respeita detalhes da primeira estação ferroviária de 1910, possuindo acervo de peças de Guerra do Contestado, cultura indígena, ferrovia, povoamento e colonização. Ao lado do prédio encontra-se a Locomotiva a Vapor "Mogul" e dois vagões.

     Floresta Nacional de Caçador: com área de 710,44 hectares, coberta por vegetação nativa, pinheirais e reflorestamento, preserva uma fauna diversificada.

     Parque de exposições: local onde são realizados shows, feiras, apresentações artístico-culturais, e outros eventos da comunidade caçadorense.

     Catedral Diocesana São Francisco de Assis: construída em estilos neo-clássicos e grego-romano, síntese da renascença, com três naves, capelas, alto-mor, capitéi de folha de acanto e abóbora cassetoni, ricos adornos em alto relevo e decoração em gesso. Possui um órgão de tubos de alto valor, com cerca de 40 metros de comprimento e 1.486 tubos, único na região.

     Aeroporto Dr. Carlos Alberto da Costa Neves: com uma pista de 1.875 metros e um pátio de manobras para aviação regular. O pátio para aviação geral tem capacidade para cinco aeronaves do tipo executivo. Está equipado com iluminação que possibilita pousos e decolagens noturnos.

Características gerais

População: 63.322 habitantes (1,18% de Santa Catarina), sendo 31.667 homens e 31.655 mulheres (IBGE 2000).
Eleitores: 45.047 eleitores (1,13% de Santa Catarina), distribuídos em 1 zona eleitoral, 38 locais de votação e 160 seções eleitorais (TSE 2004).
Colonização: italiana.
Principal etnia: italiana.
CEP: 89500-000.
Código DDD: 49.
Clima: temperado, com baixas temperaturas no inverno.
Temperatura média: 16,6°C.
Data de criação: 22/02/1934; desmembrado de Campos Novos, Curitibanos, Cruzeiro (hoje Joaçaba) e Porto União; através da Lei n° 508.
Data de instalação: 25/03/1934.
Gentílico: caçadorense.
Estrutura administrativa (2005-2008): prefeito: Saulo Sperotto (PSDB); vice-prefeito: Lucir Telmo Christ (PP).

Características geográficas
Localização: Meio-Oeste, no Alto Vale do Rio do Peixe, distante 396 km da Capital do Estado.
Municípios limítrofes: Calmon e Estado do Paraná (ao Norte); Fraiburgo, Rio das Antas e Videira (ao Sul); Lebon Régis (a Leste); Água Doce, Arroio Trinta e Macieira (a Oeste).
Área: 981,901 km² (1,03% de Santa Catarina) (IBGE 2002).
Coordenadas geográficas: 26°43'31" S (latitude) e 51°00'54" W (longitude).
Acesso terrestre: quem vem do litoral, pelas rodovias BR-116 e SC-302, passando por Lebon Régis. Quem vem do Oeste, pelas rodovias BR-153 e SC-451 (passando por Taquara Verde) ou pelas rodovias BR-282 e SC-303 (passando por Videira).
Acesso aéreo: é realizado através de um aeroporto com dimensões de 1.875 m x 30 m.
Altitude: 920 metros acima do nível do mar.
Principais atividades econômicas
     A economia de Caçador desenvolveu-se através da extração e industrialização da madeira e do reflorestamento. A agricultura emerge como nova opção de geração de divisas, com destaque para os hortifrutigranjeiros. Caçador é considerado o maior produtor de tomates do Sul do Brasil.
Datas festivas
  • Aniversário do Município (25 de março);
  • Expofeira Agropecuária (em maio e em outubro);
  • Festa da Fogueira e do Quentão (em junho);
  • Festa Italiana (em julho);
  • Dia de São Francisco de Assis, padroeiro da cidade (04 de outubro);
  • Holzfest, Festa da Madeira (em outubro).
  • Histórico
         O município de Caçador mostra em sua história desde seu princípio, a preocupação da população local com o meio-ambiente. Ainda no início, quando Caçador era disputada pelo Paraná e Santa Catarina, os habitantes locais revoltaram-se contra a Companhia Ferroviária e a indústria madeireira para evitar a devastação dos pinhais nas marginais dos trilhos.

         Às margens do Rio do Peixe viviam grupos primitivos, Kaingang e Xokleng, que foram substituídos pelos desbravadores que começavam a chegar a partir o ano de 1881.

         Com a construção da estrada de ferro São Paulo / Rio Grande do Sul, a colonização tornou-se mais intensa e o povoado passou a chamar-se "Rio Caçador", devido a abundância de caça nas margens do rio.

         Após o episódio do Contestado, um grande conflito de terras ocorrido entre 1913 e 1916 entre os Estados de Santa Catarina e Paraná que tomou proporções de extrema violência na região, outros grupos começaram a chegar. Caçador então pode contar com o dinamismo, a força e a coragem dos imigrantes poloneses, árabes, italianos, alemães, entre outros, que vieram atraídos pela atividade madeireira. Em 25 de março de 1934, Caçador tornou-se um município independente, emancipando-se política e administrativamente.

         Os imigrantes e desbravadores que aqui chegaram se depararam com a exuberância da floresta nativa de araucária. Pouco tempo depois, na década de 40, Caçador já conquistava a fama de capital da madeira, como município maior produtor de pinho serrado do Brasil.

         Mas quem conhece Caçador nos dias de hoje, certamente tem dificuldades em acreditar que esta terra possua um passado de muitas lutas e que tenha sido uma comunidade tão diferente do potencial econômico com que hoje é apresentada. Vale frisar que Caçador hoje destaca-se pelas atividades de agropecuária, indústria, do comércio e dos serviços.